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Health research

Da AHO

Apesar de não existir até o momento uma agenda estratégica de investigação em Saúde, o assunto tem constituído uma preocupação nacional, traduzida na realização, particularmente a partir 2000, da realização do primeiro curso de formação de formadores em metodologia de investigação em sistemas de saúde, com o patrocínio da OMS. Nos anos seguintes vários inquéritos da saúde pública (epidemiológicos, comportamentais e de cobertura de serviços), foram realizados, com avista a recolha de informação sobre o estado de saúde da população, como base para a definição das políticas e estratégias para a melhoria da saúde da população santomense.

Para além do sector saúde, desde o período pós independência, várias instituições vêm realizando, com regularidade, actividades de investigação científica e tecnológica.

A actual Lei orgânica do Ministério da Saúde, 2013, atribui de forma explícita responsabilidades de pesquisa em saúde aos seguintes serviços :

  • Direcção dos Cuidados de Saúde de Saúde
  • Centro Nacional de Endemias
  • Instituto de Ciências de Saúde Victor Sá Machado

O Laboratório de Referencia do VIH/SIDA do Programa Nacional de Luta Contra o Sida, tem capacidade para realizar inquéritos nacionais de sero-prevalência do VIH na população.

As formações de enfermagem, laboratório, Higiene e Epidemiologia consagram a investigação como um dos ramos das carreiras, embora, ainda nada esteja regulamentado.

Outros organismos têm desenvolvido projectos/inquéritos de pesquisa em saúde na população em colaboração com o Ministério da Saúde, nomeadamente:

  • Instituto Nacional de Estatística, INE, organismo responsável pela realização de Inquéritos Demográficos Sanitário;
  • ONGs, como Zatona Adil, Cruz Vermelha, Associação dos Biólogos, Projecto de Saúde para Todos/Instituto Marquês de Valle Flor, etc.;
  • Organismos de cooperação bilateral e multilateral, OMS, PNUD, UNICEF, etc., em parceria com entidades Nacionais

A Política Nacional de Saúde, aprovada em 2012 refere que apesar do número crescente de profissionais formados na área da saúde, o quadro de pessoal contínua insuficiente, a todos os níveis, e não satisfaz as necessidades globais do sector sobretudo no que tange aos especialistas nos diversos domínios para uma resposta diferenciada aos problemas de saúde assim como a busca de uma solução mais adequada e aponta ainda para a necessidade de se desenvolver mecanismos institucionais de suporte e promoção da investigação no país, privilegiando os de coordenação, da observância da ética e de ligação entre os serviços existentes.