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Analytical summary - Health system outcomes

Da AHO

Um resultado de saúde é a mudança na saúde de um indivíduo, grupo de pessoas ou população a qual é atribuível a uma intervenção ou séries de intervenções. A análise de resultados de saúde permite avaliar se as acções de saúde, de promoção, preventivas e/ou curativas, estão a melhorar a saúde da população de forma equitativa.

Moçambique tem implementado um conjunto de intervenções com vista a melhorar o estado de saúde da sua população. Equidade tem sido um elemento central em todas as intervenções do sector.

As taxas de mortalidade infantil e em menores de 5 anos têm sido desproporcionalmente mais altas nas áreas rurais e o acesso limitado aos serviços de saúde de boa qualidade é um dos principais factores que contribuem para essa diferença. O sector de saúde tem implementado um vasto programa (infraestruturas, recursos humanos, imunização, etc), incluindo a atenção integrada das doenças da infância para reduzir essa diferença. Como resultado, a redução da mortalidade foi mais pronunciada nas áreas rurais, com a taxa de mortalidade em menores de 5 anos a reduzir em 32% passando de 237/1000 em 1987-1997 para 162/1000 em 1998-2008, enquanto a taxa de mortalidade no mesmo grupo na área urbana reduziu em 10% passando de 150/1000 a 135/1000, no mesmo período (figura 3). Uma tendência semelhante foi observada em relação a taxa de mortalidade infantil. A diferença entre rural e urbano reduziram substancialmente em 2011( 111 vs 100).

Figura 3 Taxa de mortalidade em menor de 5 anos.png

Figura 3: Taxa de mortalidade em menor de 5 anos em dois períodos de 10 anos por área de residência

Desde de 2000, o MISAU está a implementar o Plano Nacional para a Redução da Mortalidade Materna e Neonatal que tem como objectivo melhorar o acesso a serviços de qualidade incluindo consulta pré-natal, assistência ao parto, consulta pós-parto e planeamento familiar. Este plano foi reforçado em anos recentes com o lançamento da iniciativa presidencial para a saúde da mulher e criança em 2006. Estas iniciativas têm tido impacto na mortalidade materna e neonatal embora a redução não esteja acontecer no mesmo ritmo da mortalidade infantil e em menores de 5 anos. Salvar vidas de mães e recém-nascidos em risco requer acção imediata e meios mais sofisticados. No que diz respeito ao acesso aos serviços: em 2011, 91% (86% em 2003) das mulheres grávidas tiveram pelo menos uma consulta pré-natal a nível nacional com Cidade de Maputo a registar cobertura de 100%. A proporção de mulheres grávidas que teve parto na maternidade aumentou de 44% em 1997 para 54% em 2011 (figura 4). As diferenças entre áreas urbanas e rurais ainda persistem. Em 2011, a proporção de mulheres que tiveram parto assistidos por profissionais treinados na área urbana foi quase o dobro da área rural (80% vs 44%).

Figura 4 Cobertura da consulta pré-natal e de parto.png

Figura 4: Cobertura da consulta pré-natal e de parto assistido por profissional treinado IDS 2003 e IDS 2011

O programa alargado de vacinação tem registado progresso significativo e um dos principais determinantes da redução da mortalidade infantil. A taxa de imunização pela vacina DTPHep3 em crianças de 12 a 23 meses tem vindo a aumentar gradualmente no pais. Esta passou de 58% em 1997 para 67% em 2003 e 76% em 2008, respectivamente. A cobertura de crianças completamente vacinadas não tem melhorado de forma significativa. Mais detalhes sobre vacinação podem ser encontrados na secção sobre imunização.